Pular para o conteúdo principal

Uma não-conferência

No sábado dia 22/01/2011 fui ao UK Gov Camp 2011. Foi a minha primeira experiência com uma “un-conference”. A agenda para o evento tinha começo e fim, mas nada no meio.

Surpreendentemente, de uma maneira bastante fluida, tudo funcionou muito bem. Posso dizer que foi uma das melhores conferências de que já participei, em termos de relevância do conteúdo e qualidade das discussões.

A primeira hora do evento foi dedicada a estabelecer as regras do jogo. Todos se apresentaram brevemente, e apesar de haver quase 200 participantes na sala, as apresentações demoraram somente meia-hora. Em seguida o facilitador Lloyd Davis convidou todos aqueles que gostariam de coordenar uma sessão a defenderem seu tema por 30 segundos e, após uma brevíssima consulta (na forma de ‘levanta a mão quem se interessou’), colocar um post it em uma das 55 sessões disponíveis (11 salas ao longo de 5 horas). O resultado você pode ver aqui.

Govcamp agenda
Paul Clarke

O público era em geral composto de funcionários do governo, especialmente governo local, todos engajados em mídia social (existe por aqui uma comunidade bastante ativa de blogueiros especializados em governo local, como você pode ver no agregador Public Sector Blogs). Mas também marcaram presença (como sempre) os fornecedores de TI, apesar de que, ao contrário do usual, num clima mais relaxado, sem aquele enfoque do “compre já”. Vale a pena mencionar a generosidade da Microsoft UK, que cedeu por um dia seu excelente espaço de conferências, no lindo Cardinal Place.

Participei de sessões sobre localismo, metodologias agile, mídia social e SharePoint, todos temas que merecem posts separados. Uma compilação dos resultados do dia pode ser encontrado aqui.

Os organizadores Dave e Steph realmente mandaram muito bem. Até patrocínio pra cerveja pós-não-conferência eles conseguiram!

(Publicado originalmente no Observatório do Conhecimento)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

10 Dicas para Prefeitos Inovadores

Em poucos dias, prefeitas e prefeitos eleitos em outubro passado estarão assumindo seus mandatos. A princípio, sejam eles iniciantes ou reconduzidos, o cenário que os aguarda está mais para drama do que para comédia.

Isto por que, na maioria dos 5563 municípios brasileiros, independente de porte ou localização, há um imenso descompasso entre as legítimas demandas da sociedade e a capacidade do poder público em atendê-las. Dificuldades de gerenciamento, aliadas a um processo civilizatório excludente, resultaram  em  uma triste realidade na qual poucos municípios brasileiros possuem, em pleno século XXI, índices de desenvolvimento humano - IDH considerados satisfatórios pela Organização das Nações Unidas - ONU.
Bem, a choradeira para por ai. O que gostaríamos de falar, daqui para a frente, para prefeitas e prefeitos bem intencionados e que queiram, de fato, mudar o filme, é que as grandes alterações que estão ocorrendo no mundo, estão abrindo novas oportunidades para os municípios, não im…

Design Thinking em Governo: abrem-se os caminhos

Temos dedicado muito tempo de nossas pesquisas na avaliação da metodologia de Design Thinking, adaptada a governo para apoiar a inovação, na tentativa de adotá-la para a criação e reformulação de serviços públicos. O Pepe já havia comentado aqui anteriormente sobre Roger Martin e o Design de Negócios, bem como nos trouxe uma trilogia de posts ( 1, 2 e 3 ) apontando a aplicação que pode ser dada ao tema em governo, baseado também na obra de Tim Brown e nos cases da IDEO.

Nossas impressões foram confirmadas com a recente publicação de dois trabalhos que a IDEO realizou junto a The Partnership for Public Services, entidade não governamental que trabalha para produzir inovação em governo nos EUA. Essas publicações, que considero leitura obrigatória, estão dirigidas a dois públicos distintos:


Innovation in Government: para todos envolvidos em inovação, é uma agradável e bem organizada leitura que introduz o assunto inovação em governo, baseada em depoimentos de especialistas, apresentando …

Cinco Princípios para Novos Serviços Públicos. Terceiro: o Governo como Plataforma

A ideia de Tim O'Reilly ao criar o termo e a abordagem de Governo como Plataforma, foi dar uma perspectiva de valor de patrimônio e de uso aos dados governamentais. Inicia explicando que as plataformas seguem uma lógica de alto investimento, onde praticamente só o Estado é capaz de investir, mas permitem à população, ao utilizarem essa plataforma, gerar riquezas.

Temos um claro exemplo ao pensar em uma rodovia como esse investimento. O governo a constrói, mas a entrega aos usuários para trafegarem seus produtos, serviços, passageiros, estimular turismo e economias integradoras etc.. Em outras palavras, uma plataforma rodoviária do governo, mesmo em concessão, será usada pela sociedade, mesmo a custo de pedágios.

O mesmo serve para plataformas digitais. O governo americano durante a gestão Reagan, em 1983, tornou disponível ao mundo o Sistema de Posicionamento Global - GPS. A partir do uso mundial dessa plataforma podemos calcular quantos outros produtos e serviços foram gerados, a…