Pular para o conteúdo principal

Um novo jeito de fazer política

Uma das sessões que aconteceu no Campus Party 2010, encerrado na semana passada, trouxe o conceito de Civic Hacking que, em síntese, estimula ações de participação política da comunidade web, de modo a dar expressão da população via rede. Em outras palavras, "faz uso estratégico da rede para fortalecer o poder político da sociedade.".

Civic Hacking é mais que um termo, é uma alternativa, uma tática que se insere na e-democracia.

Os criadores do clone do blog do Planato, aqui comentado, Pedro Markun e Daniela B. Silva, "duas crianças da Casa de Cultura Digital que fizeram [o clone] em trinta minutos", nas palavras de Markun, acompanhados pelo Vagner Diniz, do escritório brasileiro do W3C, debateram durante quarenta minutos sobre o engajamento político via rede, sobre a mudança no perfil do eleitor e sobre a urgência de um governo aberto, com bases de dados públicos disponíveis para a sociedade.

Um excelente painel, abaixo incorporado, que tenho como um dos destaques da Campus Party 2010 na área de governo.



Nota adicional deste post é sobre o recurso que estamos utilizando, o formspring, acessível no quadro aí do lado. A intenção é formarmos um conjunto de perguntas e respostas sobre inovação em governo, que possa ser útil tanto para os nossos leitores quanto para nossa elaboração de pauta. Participe clicando aqui.

Comentários

Carlos França disse…
Muito interessante este novo sítio publicado no Reino Unido. Acredito que é, mais uma vez, um padrão a ser seguido.
http://oneplace.direct.gov.uk/
"Here you can see how local public services are performing in England, if they provide value for money and where they could improve.
(...)
The site also contains information and data on how local public services are doing in the area on things like crime, education, social care, housing or the environment. Opinions and views of local people are also included on the site, through data gathered in the Place Survey."

Postagens mais visitadas deste blog

10 Dicas para Prefeitos Inovadores

Em poucos dias, prefeitas e prefeitos eleitos em outubro passado estarão assumindo seus mandatos. A princípio, sejam eles iniciantes ou reconduzidos, o cenário que os aguarda está mais para drama do que para comédia.

Isto por que, na maioria dos 5563 municípios brasileiros, independente de porte ou localização, há um imenso descompasso entre as legítimas demandas da sociedade e a capacidade do poder público em atendê-las. Dificuldades de gerenciamento, aliadas a um processo civilizatório excludente, resultaram  em  uma triste realidade na qual poucos municípios brasileiros possuem, em pleno século XXI, índices de desenvolvimento humano - IDH considerados satisfatórios pela Organização das Nações Unidas - ONU.
Bem, a choradeira para por ai. O que gostaríamos de falar, daqui para a frente, para prefeitas e prefeitos bem intencionados e que queiram, de fato, mudar o filme, é que as grandes alterações que estão ocorrendo no mundo, estão abrindo novas oportunidades para os municípios, não im…

Quem Fica Olhando Muito Para Trás, Tem Um Grande Passado Pela Frente

A frase que dá título a este post, proferida pelo grande filósofo e professor Mario Sergio Cortella, deve servir de alerta a muitos de nossos prefeitos. 
A maioria deles ainda enxerga a atração de indústrias como o único caminho para o desenvolvimento de uma cidade. Esta visão, formada nos tempos em que fábrica era sinônimo de riqueza, tem feito com que novas oportunidades de crescimento, vinculadas a uma economia cada vez mais pujante, centrada no conhecimento, o mais valioso insumo dos nossos dias, não sejam devidamente estudadas, exploradas e aproveitadas.
O que os senhores prefeitos precisam descobrir, desde já, é que nos dias atuais há uma nova "estrada", ainda mal sinalizada, para cidades que almejam um papel de destaque na emergente sociedade do conhecimento. De antemão, asseguro que para chegar a ela não basta usar a velha e onerosa prática de atrair empresas. O sucesso para galgar essa nova "estrada" depende da atração de talentos, pessoas, gente que possa, …

Objetivos e valores do Laboratório de Inovação

Um laboratório de inovação em governo pode atuar desde a criação de novas políticas públicas até a prototipagem de serviços prestados ao cidadão. A diferença não se trata apenas de níveis da gestão (estratégica e operacional), mas também define o porquê deve existir o lab, sua estrutura, seus objetivos e quais valores irá agregar ao governo.

Objetivar amplitude e formas de atuação nos ajuda a relacionar quesitos, estabelecer limites e buscar as parcerias certas.

Antes de apresentar uma nova relação sobre os aspectos de construção do laboratório, como os aspectos projetuais colocados em post anterior, apresento uma lista que pode ajudar a definir com um pouco mais de formalidade e precisão, após respondido o checklist projetual, para que está sendo criado o laboratório e no que pode contribuir para um governo inovador.

A ideia é de que usemos essa relação para selecionar aqueles itens que se aproximam com os objetivos do lab que pretendemos construir ou significar, mantendo em mente o …