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Crescem as comunidades virtuais de governo



Uma das grandes vantagens das redes sociais é, sem dúvida, o partilhar de informações. Sementes para o conhecimento. Por vezes, as idéias unidas, misturadas e praticadas em conjunto constroem o que chamamos de inovação. Um novo bem, para ser novamente partilhado.
A proposta portuguesa comunidades@ina, muito se assemelha a esse ciclo. A iniciativa do Instituto Nacional de Administração, une em um portal os meios para que profissionais da administração pública lusitana e interessados da área, troquem informações e experiências a fim de sanar questões rotineiras do trabalho.
Nos Estados Unidos, também temos referência de um projeto como esse – é o GovLoop, rede que reúne funcionários do governo, especialistas e cidadãos para discutirem o uso da ferramenta Web 2.o dentro da sociedade.
Em São Paulo, a rede que discute o tema é a NósGov, restrita apenas aos funcionários do Governo do Estado de São Paulo. Outra iniciativa paulista, dirigida à gestão de municípios é a Rede CIM, que vem realizando um prodigioso trabalho em comunidade de assuntos governamentais.
Faço parte dessas redes e por elas tenho recebido intensa colaboração, mas volto a Europa que desenvolveu uma apresentação inspiradora sobre a importância das redes sociais. Nela, é possível notar o sentido social da internet, em um momento onde as redes virtuais passam a ir além de um ponto de encontro entre amigos.
O projeto da ESN - European Social Network também visa a participação dos cidadãos na construção de melhorias feitas a partir da Web. O curioso desse caso é unir diferentes países, línguas e culturas com um único objetivo em comum.
De acordo com FastTrackGov, responsável pela pesquisa sobre o uso de mídias sociais em administração pública no Estados Unidos, três em cada cinco dos Governos Municipais os EUA fazem uso desse recurso como forma de comunicação com os cidadãos e empresários. A opção mais utilizada é o Facebook, seguido do Twitter.
Dos entrevistados, 47% acreditam que a comunidade aderiu ao meio de comunicação governamental. O número deixa claro que as ações virtuais foram bem recebidas pela população e que o caminho tomado, tem bons motivos para ser bem sucedido em diferentes países.

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