Pular para o conteúdo principal

Passagem de ônibus pelo celular


Parece que a Espanha está pisando no acelerador do setor de transportes públicos e inovação tecnológica.
Postei aqui há duas semanas sobre Madri oferecer conexão wireless nos ônibus e agora sai mais uma notícia de m-Gov em Málaga, cidade da região de Andaluzia, no extremo sul espanhol.
A Empresa Malagueña de Transportes acabou de aprovar o projeto-piloto e em breve estará lançando o novo serviço de bilhetagem realizado por celular, que além do pagamento, possibilita a comunicação por proximidade (Near Field Communication - NFC).

Com essa tecnologia, o cartão SIM do celular pode armazenar a informação do pagamento e ser lido por leitores eletrônicos instalados nas cabines dos coletivos, como mostra a foto deste post.
Para ficar mais claro, assista o vídeo abaixo.


Comentários

everson disse…
Olá Álvaro,

Mais uma excelente prática exposta por você.

No Brasil a Receita Federal vem utilizando as tecnologias para melhoria de seus processos e para com o relacionamento com a sociedade há anos. Já está falando em uma aplicação para tv digital mas não exploram a oportunidade de interagir com o contribuinte pelo celular.

Na Espanha a população desde 2004 pode enviar sua declaração anual de renda por telefone móvel. Mais detalhes (http://www.gobiernoelectronico.org/node/3518).

att,
Everson
everson disse…
Prezado Álvaro,

Compartilho com você e seus leitores um “Compendium of ICT Applications on e/m-Government” (http://www2.unpan.org/DPADM/AboutUs/OurWorkAreas/KnowledgeManagement/Publications/CompendiumonICTApplicationsonemGovernment/tabid/724/Default.aspx). Embora já tenha sido lançado há alguns meses acredito que possa agregar conhecimento aos pesquisadores de governo móvel.

att,
Everson

Postagens mais visitadas deste blog

10 Dicas para Prefeitos Inovadores

Em poucos dias, prefeitas e prefeitos eleitos em outubro passado estarão assumindo seus mandatos. A princípio, sejam eles iniciantes ou reconduzidos, o cenário que os aguarda está mais para drama do que para comédia.

Isto por que, na maioria dos 5563 municípios brasileiros, independente de porte ou localização, há um imenso descompasso entre as legítimas demandas da sociedade e a capacidade do poder público em atendê-las. Dificuldades de gerenciamento, aliadas a um processo civilizatório excludente, resultaram  em  uma triste realidade na qual poucos municípios brasileiros possuem, em pleno século XXI, índices de desenvolvimento humano - IDH considerados satisfatórios pela Organização das Nações Unidas - ONU.
Bem, a choradeira para por ai. O que gostaríamos de falar, daqui para a frente, para prefeitas e prefeitos bem intencionados e que queiram, de fato, mudar o filme, é que as grandes alterações que estão ocorrendo no mundo, estão abrindo novas oportunidades para os municípios, não im…

Design Thinking em Governo: abrem-se os caminhos

Temos dedicado muito tempo de nossas pesquisas na avaliação da metodologia de Design Thinking, adaptada a governo para apoiar a inovação, na tentativa de adotá-la para a criação e reformulação de serviços públicos. O Pepe já havia comentado aqui anteriormente sobre Roger Martin e o Design de Negócios, bem como nos trouxe uma trilogia de posts ( 1, 2 e 3 ) apontando a aplicação que pode ser dada ao tema em governo, baseado também na obra de Tim Brown e nos cases da IDEO.

Nossas impressões foram confirmadas com a recente publicação de dois trabalhos que a IDEO realizou junto a The Partnership for Public Services, entidade não governamental que trabalha para produzir inovação em governo nos EUA. Essas publicações, que considero leitura obrigatória, estão dirigidas a dois públicos distintos:


Innovation in Government: para todos envolvidos em inovação, é uma agradável e bem organizada leitura que introduz o assunto inovação em governo, baseada em depoimentos de especialistas, apresentando …

Habilidades e Atitudes do Novo Gerente

Os gerentes que, ao longo dos próximos anos, ambicionarem progressos consistentes em suas carreiras deverão dedicar particular atenção à readequação de suas competências e habilidades, recalibrando-as no sentido da chefia tradicional para a liderança de equipes, do “mandar” para o “convencer”, do “eu ganhei, nós empatamos e vocês perderam” para o “tamo juntos”, só para exemplificar.
Esta, seguramente, não será - ou não tem sido, para aqueles que já iniciaram essa caminhada - uma mudança fácil, pois envolve, além de crescentes esforços de atualização no âmbito estritamente técnico, uma profunda remontagem nos modelos mentais tradicionais.
No campo técnico, a rápida e incansável diminuição no ciclo de vida de processos e produtos tem colocado, cada vez mais, a aprendizagem continuada na ordem do dia. O know-how dos colaboradores e, por consequência, das organizações, sofre ataques praticamente diários que empurram a atividade “aprender” para dentro da “folhinha de produção”. Nesse cenário…