Pular para o conteúdo principal

Viva os Icebergs

Não sei o que seria dos docentes de Gestão do Conhecimento se não existissem os icebergs!

Eu explico. Pelas suas características, essas formações fornecem ao professor um suporte gráfico bastante lúdico e intuitivo para trabalhar a diferença entre dados, informações e conhecimento, demonstração esta, fundamental para entender a disciplina em sua correta dimensão e, a partir daí, definir suas técnicas e ferramentas.

Se esta diferença não ficar clara, a tendência de confundir Gestão do Conhecimento com Gestão da Informação se agiganta e a tecnologia começa a empurrar o resto - entenda-se como resto, inclusive, as pessoas - para a periferia da questão. Nesta visão, nada escapa a um bom datawarehouse.

Estou falando isto para exaltar um site australiano, chamado anecdote, que descobri ao navegar pelo portal do David Gurteen, a mais ampla referência virtual que conheço sobre Gestão do Conhecimento.

O principal trabalho da equipe multidisciplinar que toca o anecdote consiste em identificar, trazer à tona e conectar à estratégia da organização histórias corporativas relevantes, mas que, normalmente, não são "enxergadas" pelos radares burocráticos da instituição. Somente histórias captam o que realmente está ocorrendo na organização, dizem os autores, com a minha humilde concordância

Para sustentar essa visão, o time da anecdote utiliza de forma consistente e convincente os princípios da Gestão do Conhecimento, deixando sempre muito presente que dados e informações não podem ser tratados como sinônimos de conhecimento, e mais ainda circulam por domínios completamente distintos.

Para fundamentar suas idéias, a equipe publicou um ótimo whitepaper aqui disponível para download gratuito, sobre o que consideram, de fato, vem a ser gestão do conhecimento. A linguagem adotada, como não poderia deixar de ser, é bastante coloquial e baseia-se na metáfora dos nossos famosos icebergs.

Ah! Se não fossem eles.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

10 Dicas para Prefeitos Inovadores

Em poucos dias, prefeitas e prefeitos eleitos em outubro passado estarão assumindo seus mandatos. A princípio, sejam eles iniciantes ou reconduzidos, o cenário que os aguarda está mais para drama do que para comédia.

Isto por que, na maioria dos 5563 municípios brasileiros, independente de porte ou localização, há um imenso descompasso entre as legítimas demandas da sociedade e a capacidade do poder público em atendê-las. Dificuldades de gerenciamento, aliadas a um processo civilizatório excludente, resultaram  em  uma triste realidade na qual poucos municípios brasileiros possuem, em pleno século XXI, índices de desenvolvimento humano - IDH considerados satisfatórios pela Organização das Nações Unidas - ONU.
Bem, a choradeira para por ai. O que gostaríamos de falar, daqui para a frente, para prefeitas e prefeitos bem intencionados e que queiram, de fato, mudar o filme, é que as grandes alterações que estão ocorrendo no mundo, estão abrindo novas oportunidades para os municípios, não im…

Objetivos e valores do Laboratório de Inovação

Um laboratório de inovação em governo pode atuar desde a criação de novas políticas públicas até a prototipagem de serviços prestados ao cidadão. A diferença não se trata apenas de níveis da gestão (estratégica e operacional), mas também define o porquê deve existir o lab, sua estrutura, seus objetivos e quais valores irá agregar ao governo.

Objetivar amplitude e formas de atuação nos ajuda a relacionar quesitos, estabelecer limites e buscar as parcerias certas.

Antes de apresentar uma nova relação sobre os aspectos de construção do laboratório, como os aspectos projetuais colocados em post anterior, apresento uma lista que pode ajudar a definir com um pouco mais de formalidade e precisão, após respondido o checklist projetual, para que está sendo criado o laboratório e no que pode contribuir para um governo inovador.

A ideia é de que usemos essa relação para selecionar aqueles itens que se aproximam com os objetivos do lab que pretendemos construir ou significar, mantendo em mente o …

A vibe dos Laboratórios de Inovação em Governo e um checklist projetual

Tem emergido na área governamental, felizmente, a ideia de criar laboratórios de inovação como um ambiente de criatividade e solução de problemas do setor público.

Tive a oportunidade de ajudar a criar para o Governo de São Paulo, em 2015, o iGovLab, permitindo estudar e entender melhor as potencialidades e objetivos de um laboratório de inovação, aprender com erros e saber quais caminhos e com quais companhias devemos contar. Depois disso, nos colocamos a observar e apoiar outras propostas de laboratórios dessa natureza no governo paulista, como no Metrô, na Secretaria de Educação, na FATEC e mais recentemente na SEFAZ, além de auxiliar conceitualmente outros Estados e Municípios que tem essa intenção.

É raro que os entusiastas pelo tema em governo se perguntem para que fazer um lab dessa natureza, parece inerente pois nem explicam com clareza esse entusiasmo, desviar do porque esconde a falta de conhecimento mais profundo sobre seus desejos ou, pior ainda, estar seguindo um fluxo qu…