Pular para o conteúdo principal

Educação e Tecnologia: fazendo a lição



A história tem sido assim: instalam quarenta computadores em uma sala da escola pública, disponibilizam acesso à internet e dão o nome de "laboratório de informática". Entrando no mérito de que a utilização de computadores, em geral, não está integrada com os planos de ensino, constatamos ainda um despreparo generalizado de professores, não por culpa de sua formação, mas de sua atualização e reciclagem.
Não estou falando, fique claro, das aulas de informática praticadas nesses laboratórios, que por si justificam o uso, mas das disciplinas mais comuns, como história, geografia, matemática e língua portuguesa, por exemplos.

Como os programas de aula integram-se ao uso de computadores ? De que forma preparam-se professores para tanto ? E os alunos, estão sendo preparados para o uso do meio de comunicação ou só para o uso do computador ? Talvez possamos começar a responder, através do conceito de uso responsável das novas tecnologias.

A Comissão Européia, através da European Schoolnet, que reúne os Ministérios de Educação de 28 países europeus, desenvolveram um portal na internet, o Teach Today, para ajudar os professores a ensinar os estudantes a fazer uso responsável das novas tecnologias, como informa o jornal espanhol El País.

O site, disponível por enquanto em somente cinco idiomas, oferece lições, casos práticos e materiais didáticos, e ainda, dispõe conhecimentos imprescindíveis para ensinar aos escolares como evitar os riscos relacionados ao uso das novas tecnologias, como por exemplo, o assédio virtual ou cyberbullying.

O educador que enxerga a necessidade da integração disciplina-tecnologia, deve encontrar no Teach Today um grande aliado.

Por falar nisso, o Grupo de Apoio Técnico à Inovação, do Governo do Estado de São Paulo, promoverá em junho próximo um encontro, dentro de seu tradicional ciclo de palestras de inovação, com o educador português José Pacheco, conhecido pela referência em educação inovadora, a Escola da Ponte


O vídeo com Prof Pacheco está aqui, em 5 partes:


parte 1/5

parte 2/5

parte 3/5

parte 4/5

parte 5/5

Comentários

everson.aguiar disse…
Álvaro,

Compartilhando conhecimento sugiro verificar o link http://www.clad.org.ve/escuela/inicio.html sobre um curso de governo eletrônico sobre a Carta Iberoamericana de Governo Eletrônico ratificada ano passado pelo Brasil.

Att,
Everson
Alvaro Gregorio disse…
É pena que o prazo para as inscrições já tenham terminado, taí um curso que eu gostaria de fazer. Vc conseguiu se inscrever ?
everson.aguiar disse…
Olá Álvaro,

Consegui me inscrever. Caso tenha interesse, na medida em que for tendo acesso ao conteúdo posso compartilhá-lo.

abraços,
Everson
Alvaro Gregorio disse…
Olá Everson,

Boa notícia. Será ótimo se vc puder compartilhar conosco, sim. Aproveitando, estarei nos dias 26 a 28 de maio em Brasília, no Congresso do CONSAD; caso vc esteja por lá, tomemos um café.
abs

ag

Postagens mais visitadas deste blog

10 Dicas para Prefeitos Inovadores

Em poucos dias, prefeitas e prefeitos eleitos em outubro passado estarão assumindo seus mandatos. A princípio, sejam eles iniciantes ou reconduzidos, o cenário que os aguarda está mais para drama do que para comédia.

Isto por que, na maioria dos 5563 municípios brasileiros, independente de porte ou localização, há um imenso descompasso entre as legítimas demandas da sociedade e a capacidade do poder público em atendê-las. Dificuldades de gerenciamento, aliadas a um processo civilizatório excludente, resultaram  em  uma triste realidade na qual poucos municípios brasileiros possuem, em pleno século XXI, índices de desenvolvimento humano - IDH considerados satisfatórios pela Organização das Nações Unidas - ONU.
Bem, a choradeira para por ai. O que gostaríamos de falar, daqui para a frente, para prefeitas e prefeitos bem intencionados e que queiram, de fato, mudar o filme, é que as grandes alterações que estão ocorrendo no mundo, estão abrindo novas oportunidades para os municípios, não im…

Objetivos e valores do Laboratório de Inovação

Um laboratório de inovação em governo pode atuar desde a criação de novas políticas públicas até a prototipagem de serviços prestados ao cidadão. A diferença não se trata apenas de níveis da gestão (estratégica e operacional), mas também define o porquê deve existir o lab, sua estrutura, seus objetivos e quais valores irá agregar ao governo.

Objetivar amplitude e formas de atuação nos ajuda a relacionar quesitos, estabelecer limites e buscar as parcerias certas.

Antes de apresentar uma nova relação sobre os aspectos de construção do laboratório, como os aspectos projetuais colocados em post anterior, apresento uma lista que pode ajudar a definir com um pouco mais de formalidade e precisão, após respondido o checklist projetual, para que está sendo criado o laboratório e no que pode contribuir para um governo inovador.

A ideia é de que usemos essa relação para selecionar aqueles itens que se aproximam com os objetivos do lab que pretendemos construir ou significar, mantendo em mente o …

A vibe dos Laboratórios de Inovação em Governo e um checklist projetual

Tem emergido na área governamental, felizmente, a ideia de criar laboratórios de inovação como um ambiente de criatividade e solução de problemas do setor público.

Tive a oportunidade de ajudar a criar para o Governo de São Paulo, em 2015, o iGovLab, permitindo estudar e entender melhor as potencialidades e objetivos de um laboratório de inovação, aprender com erros e saber quais caminhos e com quais companhias devemos contar. Depois disso, nos colocamos a observar e apoiar outras propostas de laboratórios dessa natureza no governo paulista, como no Metrô, na Secretaria de Educação, na FATEC e mais recentemente na SEFAZ, além de auxiliar conceitualmente outros Estados e Municípios que tem essa intenção.

É raro que os entusiastas pelo tema em governo se perguntem para que fazer um lab dessa natureza, parece inerente pois nem explicam com clareza esse entusiasmo, desviar do porque esconde a falta de conhecimento mais profundo sobre seus desejos ou, pior ainda, estar seguindo um fluxo qu…